Sistemas operacionais: experiência x comodismo

Antes de começar, você sabe o que é um sistema operacional? Não!? Bem, sabe aqueles negócios chamados Windows, Linux, Mac e outros que você sempre ouve um ou outro amigo, que é um pouco mais entendido dos paranauês tecnológicos, comentar? Então, esses são alguns dos sistemas operacionais existentes. Resumidamente, eles são os responsáveis por um meio de gerenciar arquivos, dispositivos e conexões, com uma interface gráfica ou não (olá pessoal do Linux), e teoricamente fazem o computador ou celular não ser algo impossível de ser usado (vídeo).

Experiência é a palavra que melhor define o que os sistemas operacionais são responsáveis. Cada um tem suas características e isso faz com que os usuários escolham o que ofereça os melhores benefícios para seu uso, porém como o usuário é humano, sempre há aquele “Ah, mas o item X (meu) é melhor que o item Y por motivos Z, T e V”. Agora, será que hoje os usuários leigos (mães, pais, irmãos) realmente sentiriam diferença ao mudar de sistema operacional e, caso ocorresse, por quê?

Note que não há como considerar usuários mais avançados (profissionais) pois esses realmente sentem diferença, pois trabalham com ferramentas específicas: um programador C# usará Windows (por causa do Visual Studio), um arquiteto ou artista optaria entre o Windows ou OS X (AutoCAD e suítes Adobe), um desenvolvedor de hardware iria de Linux ou Windows (ferramentas das fabricantes). Nesses casos, o sistema e as ferramentas (quando possível), são testadas e escolhidas de modo que seus projetos possam ser executados da forma mais rápida e produtiva possível. Além disso, pode haver um grande trade-off (definição) na troca, pois seu emprego pode depender de algo que só existe ali ou porque a pessoa licenciou certos softwares ($$$), fazendo esses defenderem mais o que usam e serem mais resistivos a troca (normalmente, com razão).

Qual escolher?

Qual escolher?

Para usuários leigos, hoje os sistemas são muito parecidos, sendo que todos utilizam o modelo de janelas, resumidamente, composto por área de trabalho, ícones e barra de informações (tirando o Windows 8 e seu Metro). Cada sistema possui um modo de organizar e executar a interface, visando facilitar sua utilização, montando assim suas peculiaridades e características. Na questão de aplicativos, utilizam normalmente um navegador de internet, devido a grande utilização de serviços web (e-mail, redes sociais, sites de notícias), alguns mensageiros (Skype e Hangouts, por exemplo) e uma suíte de escritório (Microsoft Office ou LibreOffice). Todos esses existem em qualquer plataforma, em versões iguais ou similares, que supririam a necessidade deles.

Sendo assim, teoricamente, esses usuários não deveriam sentir grande diferença ao mudar, pois tudo que eles usam está disponível em qualquer uma das opções. Agora, a surpresa (ou nem tanta): eles sentem e muito! Tente colocar alguém no Ubuntu, informando que não existe o software X nesse sistema (dica: substitua X por algo vindo da Adobe), ou no OS X, dizendo que o teclado é diferente e que existem os tais de gestures. A pessoa prefere voltar para o Windows, embora não exista uma absurda diferença – as vezes a pessoa nem utiliza o software X (exemplo: para alguns é necessário ter o Photoshop só por ter – nem o utiliza) ou nem sabe que as gestures do OS X facilitam muito o uso do computador.

A experiência entregue pelo antigo sistema é tão confortável que é difícil trocá-la por algo novo. Isso pode ser resumido por uma só palavra: comodismo. O usuário leigo tem medo de experimentar o novo. São eles que culpam você de ter “estragado” o computador quando apenas instalou o Firefox ou Chrome, alegando que “esses negócios aí são vírus”. Imagine então instalar um outro sistema. Se ocorrer, boa parte do tempo de testes você será bombardeado por perguntas estilo “Como faço W aqui” e responderá todas, sendo que algumas coisas serão mais fáceis (reconhecidas pelo próprio usuário). Olhinhos brilhando e tal, até que chegam as primeiras “diferenças” e, por motivos de “pô, é muito diferente de usar isso aqui” (normalmente é um click a menos ou a mais), a pessoa desejará retornar ao antigo sistema.

Participação de cada sistema operacional no mercado - Referência: http://www.netmarketshare.com/operating-system-market-share.aspx?qprid=10&qpcustomd=0&qpct=3

Participação de cada sistema operacional no mercado – Referência: NetMarketshare

O Windows 8 é um exemplo do extremo: a mudança no modo de interagir (interface Metro) fez com que muitos ficassem ou voltassem para a versão 7, pois a interface utilizada desde o 95 (até o 7) é muito mais “normal” e fácil de utilizar, embora a empresa tenha se esforçado ao máximo para fazer algo mais simples de utilizar. O que aconteceu foi tão crítico em questões econômicas e de feedbacks, que a Microsoft lançará o Windows 8.1 com vários elementos do “antigo” modelo (artigo), como botão iniciar e não obrigatoriedade da utilização da nova interface. Embora os aplicativos mais comuns continuem ali, a experiência fornecida é tão diferente que há essa rejeição quase instantânea.

O usuário sentirá uma diferença na mudança, embora que para seu uso não deveriam existir grandes problemas nessa troca. Os motivos “Z, T e V”, citados no começo, que poderiam ser gestures, design familiar, “botão iniciar” ou maiores opções nos aplicativos, moldam a experiência de forma que, mesmo que sejam coisas pequenas e sutis, prendam a pessoa nesse comodismo, montando o pensamento “sei fazer tudo nisso aqui, pra que mudar?”. Isso é bom em parte, pois a pessoa, teoricamente, fica muito boa em usá-lo (1), formando-se um padrão para o comércio e indústria. Isso é: se todos já estão acostumados, é melhor instalar esse sistema no comércio/indústria, e empresas desenvolvedoras de software, vendo que o mercado está se padronizando, desenvolverão mais aplicativos para ele (o padrão hoje é o Windows). Porém há o lado ruim desse comodismo, pois após gerado o padrão, fica mais difícil descobrir “outros mundos”, as vezes mais fáceis e adaptados para seu uso. Talvez o que você utilize hoje já possa ser o melhor, mas só há como saber testando, o que não se faz mais. Alguns estão descobrindo que o OS X ou Ubuntu podem suprir melhor suas necessidades do que o Windows, por exemplo.

Explore mais, descubra mais. Veja se não há coisas fora dos “padrões atuais” que sejam melhor para você. Obviamente, essa recomendação não vale somente para sistemas operacionais, mas sim para qualquer opção que é dita como padrão.

(1) Também é o motivo de cobrarem experiência com Word e Excel. Normalmente na hora de trabalhar com o Windows e sua suíte de escritório, ocorrem muitos problemas relativos ao uso deles, mesmo que os usuários já estejam habituados à estes.

Conversas virtuais e o “Oi… Como vai? … Comigo também”

Uma coisa interessante de redes sociais como o Twitter é que você vai direto ao ponto. Você nunca gastará preciosos caracteres para escrever “Olá, meu nome é Bruno Luiz e [inserir assunto]” ou “Olá, como vai você?”. No caso do primeiro poderíamos ir direto ao assunto e na segunda você já sabe a provável resposta, “Comigo vai tudo bem e com você?”, seguida da réplica “Também, [inserir início do real diálogo]”, e nesse meio tempo perdeu tempo ao ficar aguardando para começar a real conversação.

Por isso sou a favor que em chats da vida (não UOL, não estou olhando para você. Olá Facebook, é você mesmo) todos deveriam cortar esse “Oi… Como vai? … Comigo também” e ir direto ao assunto, economizando tempo e não enrolando tanto o assunto. Salvo casos onde realmente é necessário utilizá-lo, como em situações mais delicadas, quando a pessoa passou por algo complicado durante a semana (tem outros casos mas não tô afim de citar).

Outro caso que dá raiva são e-mails. Tem casos que só nas primeiras linhas o cara coloca o currículo inteiro. Normalmente um simples “Meu nome é Bruno Luiz e sou XYZ da empresa ABC” já basta. Outros quando querem explicar algo, como a ida ou não em um evento, colocam uma história de dez parágrafos para explicar. Nem sempre é necessário mas, por costume, colocam. Eu, por costume, não leio: tenho mais coisas importantes para ler e fazer. Claro que em alguns casos é necessário uma explicação mais profunda, mas é necessário avaliar quando é preciso de tal explicação.

Enfim, esse é só um post rápido para deixar claro que, as vezes, nós perdemos tempo em coisas pequenas. Espero que ao escrever algo, de agora em diante, você lembre desse texto e lembre que certas coisas são previsíveis e que nem sempre as pessoas gostam de uma história gigante para coisas que deveriam ser rápidas.

Usando o Twitter de forma eficiente

Muitos veem o Twitter como algo desnecessário ou supérfulo, afinal muitos dirão “tirando o fato de seguir pessoas famosas, qual a utilidade dele?”. Eu uso o Twitter e na realidade nunca o usei para seguir pessoas famosas, mas sim informações úteis. Sim, isso existe e, o melhor, dá para organizar muito bem essas informações utilizando as listas.

Listas

As listas são um recurso antigo, mas muitos não sabem utilizá-las. Uma lista permite selecionar somente alguns perfis para serem inclusos nela e, digamos que, cria-se assim uma timeline customizada. Supondo que você criou duas listas, uma de tecnologia e outra de economia, e já incluiu quem queria. Assim quando você quiser ler notícias sobre essas áreas é só acessar a lista desejada e lá estará somente o conteúdo desejado.

Outro recurso delas é que, caso você não queira acompanhar ativamente o perfil de um site ou empresa na sua timeline, você pode colocar ele na lista e dar um unfollow nele. Assim, você terá sua timeline um pouco mais limpa e continuará recebendo informações daquele perfil.

Como sei, muitos daqui dirão “Ah, muito complicado selecionar perfil por perfil”, porém o Twitter dá um atalho para esses, permitindo que o usuário assine listas de outras pessoas. Por exemplo, aquela lista de tecnologia que “criamos”. Se foi outra pessoa que criou, mas você gostou das fontes selecionadas, é só ir lá e seguir a lista. Você terá o mesmo acesso que ele, só não poderá adicionar ou remover fontes. Segue um vídeo que pode explicar melhor para vocês o funcionamento das listas.

Vídeo explicando o funcionamento das listas. Desculpem o ruído do foguete notebook

Eu possuo duas listas públicas que talvez interessem vocês: empreendedorismo e economia. Ambas tem atualizações constantes e a de empreendedorismo tem ótimas fontes, porém é meio impossível acompanhá-las direto. Até seria meio improdutivo fazer isso, porém eu checo quando posso, assim como minha timeline.